segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Debate entre Dilma e Serra: morno e sem novidades

Privatizações de Serra nos governos do PSDB (SP e FHC) viram novamente alvo de crítica da candidata do PT Dilma Rousseff, no Debate na TV
Debate entre Dilma e Serra, realizado na Rede TV/Folha UOL neste domingo (17/10).
Foco das mais recentes polêmicas da campanha eleitoral, o tema do aborto foi deixado de lado pelos candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) durante o debate promovido neste domingo, 17, pela Rede TV!/Folha de S. Paulo/Portal UOL. Os principais temas abordados no confronto entre os presidenciáveis, realizado nos estúdios da emissora em Osasco (SP), foram as políticas do governo tucano em São Paulo, já alvo de críticas do PT durante a eleição estadual, e as privatizações do governo FHC.
Dilma disse que os governos do PSDB “acumularam recordes negativos” na área da Educação em São Paulo e citou o veto à compra de uma empresa de gás por parte da Petrobrás para criticar a posição do candidato tucano em relação ao investimento em empresas estatais. Por sua vez, Serra disse que o PT “mente o tempo todo” sobre seus planos de governo, principalmente em relação à privatização. “O governo Lula fez mais concessões ao setor privado do que o governo FHC”, apontou o candidato.
Regras
O debate teve cinco blocos. No primeiro, o mediador formulou uma pergunta a ser respondida pelos dois candidatos. Nos segundo e no terceiro bloco, os candidatos fizeram perguntas entre si. No quarto bloco, Dilma e Serra responderam perguntas de jornalistas. No último bloco, os candidatos fizeram suas considerações finais.

domingo, 17 de outubro de 2010

Campanha de Serra consteta notícia de aborto praticado por Mônica Serra

PSDB divulga nota desmetindo notícia sobre aborto realizado pela esposa de Serra

A campanha do candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, divulgou uma nota oficial na noite deste sábado negando que a mulher do candidato, Monica Serra, tenha feito um aborto.

Reportagem do jornal "Folha de S. Paulo", da edição de hoje, traz o depoimento de ex-alunas de Monica dizendo que ela, quando lecionava na Unicamp, em 1992, conversou com as estudantes sobre um aborto que teria feito enquanto estava no exílio com o marido.

"Monica Serra nunca fez um aborto. Essa acusação falsa, que já circulava antes na internet, repete o padrão Miriam Cordeiro de que o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima na eleição de 1989. E dá continuidade ao jogo sujo que tem caracterizado a presente campanha desde que um núcleo do PT, montado para fazer dossiês contra o candidato tucano à Presidência, foi descoberto em Brasília", diz a nota.

Aborto: E agora, José?...


A notícia de que a esposa do candidato José Serra, Mônica, “já fez um aborto” caiu como bomba neste sábado (16/10) em alguns jornais no Brasil. Segundo Sheila Canevacci Ribeiro, que é coreógrafa e ex-aluna da esposa do candidato do PSDB à presidência da República, ‘Mônica Serra decidiu abortar’, durante a Ditadura Militar no Brasil, ‘pois seu marido (Serra) estava exilado’ e “todos vivíamos uma situação instável”, confessou a esposa de Serra em uma aula para seus alunos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Ao propalar boatos contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, dizendo que ela seria favorável ao aborto, inclusive acusando-a de “matar criancinhas”, Serra e sua esposa devem, hoje, uma explicação ao eleitorado brasileiro, já que surge a informação de que a psicóloga Monica Serra também teria ceifado a vida de uma “criancinha”.
Numa paráfrase drummondiana (Carlos Drummond de Andrade), essa explicação enuncia assim: “E agora, José?”
VEJA A REPERCUSSÃO NO NOTICIÁRIO
“Monica Serra já fez um aborto e sou solidária à sua dor”, afirma ex-aluna da mulher de presidenciável
Jornal Correio do Brasil - 13/10/2010 12:39, Redação, do Rio de Janeiro e São Paulo
O desempenho do presidenciável tucano, José Serra, no debate do último domingo pela TV Bandeirantes, foi a gota d’água para uma eleitora brasileira. O silêncio do candidato diante da reclamação formulada pela adversária, Dilma Rousseff (PT) – de que fora acusada pela mulher dele, a ex-bailarina e psicoterapeuta Sylvia Monica Allende Serra, de “matar criancinhas” –, causou indignação em Sheila Canevacci Ribeiro, a ponto de levá-la até sua página em uma rede social, onde escreveu um desabafo que tende a abalar o argumento do postulante ao Palácio do Planalto acerca do tema que divide o país, no segundo turno das eleições. A coreógrafa Sheila Ribeiro relata, em um depoimento emocionado, que a ex-professora do Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Monica Serra relatou às alunas da turma de 1992, em sala de aula, que foi levada a fazer um aborto “no quarto mês de gravidez”.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Brasil, na noite desta segunda-feira, Sheila deixa claro que não era partidária de Dilma ou de Serra no primeiro turno: “Votei no Plínio (de Arruda Sampaio)”, declara. Da mesma forma, esclarece ser apenas uma eleitora, com cidadania brasileira e canadense, que repudiou o ambiente de hipocrisia conduzido pelo candidato da aliança de direita, ao criminalizar um procedimento cirúrgico a que milhões de brasileiras são levadas a realizar em algum momento da vida. Sheila, durante a entrevista, lembra que no Canadá este é um serviço prestado em clínicas e hospitais do Estado, como forma de evitar a morte das mulheres que precisam recorrer à medida “drástica e contundente”, como fez questão de frisar.
No texto, intitulado “Respeitemos a dor de Mônica Serra”, Sheila Ribeiro repete a pergunta de Dilma, que ficou sem resposta:
– Se uma mulher chega em um hospital doente, por ter feito um aborto clandestino, o Estado vai cuidar de sua saúde ou vai mandar prendê-la?
Leia o texto, na íntegra:
“Respeitemos a dor de Mônica Serra
“Meu nome é Sheila Ribeiro e trabalho como artista no Brasil. Sou bailarina e ex-estudante da Unicamp onde fui aluna de Mônica Serra.
“Aqui venho deixar a minha indignação no posicionamento escorregadio de José Serra, que no debate de ontem (domingo), fazia perguntas com o intuito de fazer sua campanha na réplica, não dialogando em nenhum momento com a candidata Dilma Roussef.
“Achei impressionante que o candidato Serra evita tocar no assunto da descriminalização do aborto, evitando assim falar de saúde pública e de respeitar tantas mulheres, começando pela sua própria mulher. Sim, Mônica Serra já fez um aborto e sou solidária à sua dor.
“Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o aborto, sobre o seu aborto traumático. Mônica Serra fez um aborto. Na época da ditadura, grávida de quatro meses, Mônica Serra decidiu abortar, pois que seu marido estava exilado e todos vivíamos uma situação instável. Aqui está a prova de que o aborto é uma situação terrível, triste, para a mulher e para o casal, e por isso não deve ser crime, pois tantas são as situações complexas que levam uma mulher a passar por essa situação difícil. Ninguém gosta de fazer um aborto, assim como o casal Serra imagino não ter gostado. A educação sobre a contracepção deve ser máxima para que evitemos essa dor para a mulher e para o Estado.
“Assim, repito a pergunta corajosa de minha presidente, Dilma Roussef, que enfrenta a saúde pública cara a cara com ela: se uma mulher chega em um hospital doente, por ter feito um aborto clandestino, o Estado vai cuidar de sua saúde ou vai mandar prendê-la?
“Nesse sentido, devemos prender Mônica Serra caso seu marido seja eleito presidente?
“Pelo Brasil solidário e transparente que quero, sem ameaças, sem desmerecimento da fala do outro, com diálogo e pelo respeito à dor calada de Mônica Serra,
“VOTO DILMA”, registra, em letras maiúsculas, no texto publicado em sua página no Facebook, nesta segunda-feira, às 10h24.

Reflexão
Diante da imediata repercussão de suas palavras, Sheila acrescentou em sua página um comentário no qual afirma ser favorável “à privacidade das pessoas”.
“Inclusive da minha. Quando uma pessoa é um personagem público, ela representa muitas coisas. Escrevi uma reflexão, depois de assistir a um debate televisivo onde a figura simbólica de Mõnica Serra surgiu. Ali uma incongruência: a pessoa que lutou na ditadura e que foi vítima de repressão como mulher (com evento trágico naquele caso, pois que nem sempre o aborto é trágico quando é legalizado e normalizado) versus a mulher que luta contra a descriminalização do aborto com as frases clássicas do “estão matando as criancinhas”. Quem a Mônica Serra estaria escolhendo ser enquanto pessoa simbólica? Se é que tem escolha – foi minha pergunta.
“Muitas pessoas públicas servem-se de suas histórias como bandeiras pelos direitos humanos ou, ainda, ficam quietas quando não querem usá-las. Por isso escrevi ‘respeitemos a dor’. Para mim é: respeitemos que muita gente já lutou pra que o voto existisse e que para que cada um pudesse votar, inclusive nulo; muita monica-serra-pessoa já sofreu no Brasil e em outros países na repressão para que outras mulheres pudessem escolher o que fazer com seus corpos e muitas monicas-serras simbólicas já impediram que o aborto fosse descriminalizado.
“Muitas pessoas já foram lapidadas em praça pública por adultério e muitas outras lutaram pra que a sexualidade de cada um seja algo de direito. A minha questão é: uma pessoa que é lapidada em praça pública não faz campanha pela lapidação, então respeitemos sua dor, algo está errado. Se uma pessoa pública conta em público que foi lapidada, que foi vítima, que foi torturada, que sofreu, por motivos de repressão, esse assunto deve ser respeitadíssimo.
“Vinte por cento da população fazem abortos e esses 20% tem o direito absoluto de ter sua privacidade, no entanto quando decidem mostrar-se publicamente não entendo que estes assimilem-se ao repressor”, acrescentou a ex-aluna de Monica Serra, que teria relatado a experiência, traumática, às alunas da turma de 1992.

Exílio e ditadura
Sheila diz ainda, em seu depoimento, que “muitas pessoas querem ‘explicações” para o fato de ela declarar, publicamente, o que a ex-professora disse às suas alunas na Unicamp.
“Eu sou apenas uma pessoa, uma mulher, uma cidadã que viu um debate e que se assustou, se indignou e colocou seu ponto de vista na internet. Ao ver Dilma dizendo que Mônica falou algo sobre ‘matar criancinhas’, duvidei.
“Duvidei porque fui sua aluna e compartilhei do que ela contou, publicamente (que havia feito um aborto), em sala de aula. Eu me disse que uma pessoa que divide sua dor sobre o aborto, sobre o exílio e sobre a ditadura, não diria nunca uma atrocidade dessas, mesmo sendo da oposição. Essa afirmação de ‘criancinhas assassinadas’ é do nível do ‘comunista come criancinha’. A Mônica Serra é mais classe do que isso (e, aliás, gosto muito dela, apesar do Serra não ser meu candidato).
“Por isso, deixei claro o meu posicionamento que o aborto não pode ser considerado um crime – como não é na Itália, na França e em outros países. Nesse sentido não quero ser usada como uma ‘denunciadora de um ‘delito’. Ao contrário, estou relembrando na internet, aos meus amigos de FB (Facebook), que o aborto é uma questão complexa que envolve a todos e que, como nos países decentes, não pode ser considerado um crime – mas deve ser enfrentado como assunto de saúde.
“O Brasil tem muitos assuntos a serem tratados, vamos tratá-los com o carinho e com a delicadeza que merece.
“Agora volto ao meu trabalho”, conclui Sheila o seu relato na página da rede social.

“Serra e sua mulher devem à ‘platéia’ uma explicação
Blogs da Folha/ Josias de Souza: “Nos Bastidores do Poder”
16/10/2010

Deve-se considerar a opção religiosa e a intimidade de alguém no momento da escolha de um chefe de Estado? Pensando melhor, adie-se a pergunta.

Comece-se de outro modo: o debate beato que tomou conta da cena eleitoral injetou em 2010 um quê de inquisição.

Serra viu na dubiedade de Dilma uma avenida de oportunidades. Chamou-a de “duas caras”.

Ontem incrédula, hoje cristã. Antes pró-descriminalização do aborto, agora contra.

Súbito, Monica Serra, a mulher do candidato tucano, mirou abaixo da linha da cintura.

Há um mês, num evento de campanha realizado na Baixada Fluminense, Monica disse que Dilma é a favor de “matar criancinhas”.

Veiculada pela ‘Agência Estado’, a frase de Monica não foi desmentida. Dilma esfregou a declaração na face de Serra.

Deu-se no debate de domingo passado. Serra poderia ter ecoado a mulher. Poderia também tê-la desdito. Preferiu o silêncio.

Mal comparando, o lero-lero da morte de “criancinhas” evocou 1989, o ano em que Collor trouxe para o centro da arena eleitoral Lurian.

Logo se descobriria que Collor escondia, ele próprio, um segredo. Patrocinou a acusação de que Lula propusera o aborto a uma antiga namorada...

...E recusava-se a reconhecer filho gerado fora do casamento. Collor negava-lhe o sobrenome da família.

Pois bem. Surge agora a informação de que a psicóloga Monica Serra também teria ceifado a vida de uma “criancinha”.

Em notícia levada às páginas da Folha, a repórter Mônica Bergamo conta o seguinte:
1. A mulher de Serra ministrava, em 1992, um curso de dança na Unicamp. Ex-alunas de Mônica dizem ter ouvido dela a revelação de que fez um aborto.
2. Quando? Na época em que vivia com Serra no Chile. No dia seguinte ao debate de Dilma com Serra, uma das ex-alunas de Mônica foi ao Facebook.
3. Chama-se Sheila Canevacci Ribeiro. É bailarina. Tem 37 anos. Ficou abespinhada com o silêncio de Serra. Levou sua “indignação” ao sítio de relacionamento.
4. Escreveu que Serra, por “escorregadio”, desrespeitou "tantas mulheres, começando pela sua própria mulher. Sim, Monica Serra já fez um aborto".
5. Prosseguiu: "Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o seu aborto traumático".
6. Perguntou: "Devemos prender Monica Serra caso seu marido fosse [sic] eleito presidente?" A mensagem correu a web. A repórter da Folha foi ouvir Sheila. E ela confirmou “cem por cento” o teor de seu texto.
7. No primeiro turno, Sheila votou em Plínio de Arruda Sampaio. No segundo, votaria em Dilma. Mas estará no Líbano, onde fará uma performance.
8. Sheila é filha da socióloga Majô Ribeiro, ex-aluna de mestrado, na USP, de Eva Blay, suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado em 1993.
9. Militante feminista, Majô foi pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP, fundado por Ruth Cardoso (1930-2008).
10. Ouvida, Majô se disse "preocupada" com a revelação da filha. Mas disse tê-la criado para "ser uma mulher livre". Acha que Sheila "agiu como cidadã".
11. A reportagem traz também declarações de uma colega de classe de Sheila nas aulas de dança da ex-professora Monica Serra.
12. Sob o compromisso do anonimato, a colega contou: Nas aulas da mulher de Serra, as alunas costumavam sentar-se em círculos.
13. Sob atmosfera de intimidade, Monica explicava como os traumas da vida alteram os movimentos do corpo e se refletem na vida cotidiana.
14. Era nesses momentos, segundo ela, que profressora e alunas compartilhavam suas experiências de vida. Nessas aulas, Monica teria falado sobre o aborto.
15. Segundo a ex-aluna, Monica disse que fez o aborto por causa da ditadura. Por quê? O futuro dela e do marido Serra era muito incerto. Grávida, sentiu-se em situação vulnerável.
16. Ouça-se agora mais um pouco de Sheila: "Ela não confessou. Ela contou. Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética".

Retorne-se à pergunta inicial: Deve o eleitor considerar a opção religiosa e as vicissitudes íntimas de alguém no momento da escolha de um presidente da República?

Em condições normais, a resposta seria um sonoro “não”. Busca-se um presidente, não um santo. Porém...

Porém, ao servirem-se do discurso carola para desqualificar Dilma, Serra e Monica tornaram-se devedores de uma boa e consistente explicação.

Procurada por dois dias, a mulher de Serra não respondeu à reportagem. A assessoria de Monica alegou que ela viajara para o Chile e estaria ilocalizável. “Não há como responder”, informou-se, por e-mail. Pena.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Dilma tem 54%, Serra 46%, diz pesquisa Datafolha



Novos números da pesquisa Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais apontam que a candidata do PT, Dilma Rousseff, continua à frente de José Serra (PSDB). A petista tem 47% das intenções de voto, enquanto o tucano tem 41%. Considerando apenas os votos válidos, Dilma tem 54% e Serra 46%, aponta a segunda pesquisa do instituto neste 2° turno.
 
 O Datafolha apurou ainda que 8% dos entrevistados se declaram indecisos, enquanto 4% dizem que votará nulo ou em branco no pleito de 31 de outubro.

O cenário é o mesmo da primeiro pesquisa após o primeiro turno. Dilma oscilou um ponto negativamente, mas dentro da margem de erro da pesquisa. O mesmo aconteceu entre os eleitores indecisos, que na semana passado eram 7% e hoje passaram a 8% do total de entrevistados pelo instituto. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A sondagem do Datafolha também apurou que os temas religiosos, como aborto e casamento gay, não afetaram até agora a maioria do eleitorado brasileiro considerado religioso.

O instituto apurou que Dilma tem 51% da preferência dos eleitores que se dizem católicos, enquanto Serra tem 38%.
Entre os evangélicos, a petista caiu quatro pontos, enquanto Serra oscilou dois pontos positivamente.

Mas essa parcela da população representa apenas 6% do eleitorado total, segundo o instituto.

A maior queda de Dilma aconteceu entre os que se dizem sem religião. No grupo, a candidata caiu cinco pontos percentuais e Serra cresce cinco. Contudo, Dilma ainda lidera no grupo com 45% das intenções de voto e Serra com 40%.

A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta foi registrada no TSE sob o número 35.746. O levantamento foi feito entre os dias 14 e 15 de outubro com 3.281 eleitores de 202 municípios brasileiros.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Dilma Rousseff lidera todas pesquisas de intenção de voto para presidente no 2º turno



Dilma em Debate na Band. Portal Uol outubro/2010
A candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira na preferência do eleitorado neste segundo turno, aponta nova pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta quarta-feira. O levantamento, primeiro realizado pelo instituto na segunda etapa da eleição presidencial, dá a Dilma 48% das intenções de voto, contra 40% registrados pelo adversário tucano José Serra.
Brancos e nulos totalizaram 6%, mesmo índice de indecisos. Se forem considerados somente os votos válidos, Dilma tem 54,5%, enquanto Serra ficaria com 45,4%. O número exclui da conta tanto os votos em branco ou nulos, quanto os indecisos. Esta última fatia do eleitorado, entretanto, ainda pode migrar para um ou outro candidato até a data da eleição.
A pesquisa Vox Populi/iG contou com 3.000 entrevistas, realizadas entre os dias 10 e 11 deste mês, em 214 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 1,8.
A pouco menos de três semanas da eleição em segundo turno, a avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somou 78%. Na amostra, 17% consideraram o desempenho de Lula regular e 4% o avaliaram negativamente. Não souberam ou não responderam 1% dos entrevistados.
Debate
O levantamento mediu também o impacto do último debate entre presidenciáveis, realizado no último domingo pela Band. Entre os entrevistados, 22% disseram ter assistido ao debate, enquanto 77% disseram não ter visto o programa. Entre os que não assistiram, 39% disseram ter ouvido falar do debate e 60% não ouviram falar.
Entre os que assistiram ou tomaram conhecimento do debate, 37% disseram acreditar que Dilma saiu vitoriosa do confronto. Outros 32% deram a Serra a vitória no debate, enquanto 31% não souberam ou não responderam.
Pesquisas
As pesquisas de intenção de voto não são um instrumento infalível de aferição do desempenho dos candidatos na corrida presidencial. Elas são ferramentas que ajudam a mostrar o que pode acontecer no cenário eleitoral. No primeiro turno, o último tracking Vox Populi/Band/iG dava a Dilma 53%, se considerada apenas a conta de votos válidos. Serra, de acordo com a pesquisa, tinha 30% dos votos válidos e Marina Silva (PV), 16%.
Levantamento Datafolha, que errou menos entre os institutos, divulgado logo antes do pleito dava à petista 50% dos votos válidos, contra 31% de Serra e 17% de Marina. Já a pesquisa de boca de urna do Ibope dava à petista  51% dos votos válidos, contra 30% de Serra e 17% de Marina. Dilma, no entanto, saiu da eleição com 46,9% dos votos válidos, Serra teve 32,6% e Marina 19,3%.


Ibope: Dilma tem 53% e Serra registra 47%


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, mantém a dianteira no segundo turno com 49% das intenções de voto, segundo pesquisa Ibope divulgada na noite desta quarta-feira (13). Seu rival, o tucano José Serra, registrou 43%.
Votos em branco e nulo somaram 5%, enquanto 3% do eleitorado se mostrou indeciso, diz o Ibope. Se forem considerados apenas os votos válidos, a petista venceria com a preferência de 53% do eleitorado, contra 47% do candidato do PSDB.
Trata-se do primeiro levantamento feito pelo instituto para medir a preferência do eleitorado nesta etapa das eleições.
Encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S.Paulo", a sondagem tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Foram entrevistadas 3.010 pessoas de segunda (11) a quarta-feira (13).


sábado, 9 de outubro de 2010

Dilma tem 54% dos votos válidos contra 46% Serra, diz Datafolha



 O Instituto Datafolha aponta a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, com 48% das intenções de votos contra 41% de José Serra (PSDB). Em número de votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), Dilma tem 54% contra 46% de Serra. 4% dos eleitores afirmaram que irão votar em branco ou nulo e outros 7% estão indecisos. A pesquisa eleitoral foi divulgada neste sábado (9/10), pelo Datafolha, do jornal Folha de S.Paulo.

Dilma e Serra disputam o 2º turno da eleição para Presidente.
Na pesquisa realizada entre os dias 1º e 2 de outubro, o instituto havia feito uma simulação para o segundo turno. Dilma aparecia com 52% dos votos totais contra 40% de Serra. 5% afirmaram que votariam em branco ou nulo e 3% estavam indecisos.

Votos de Marina, segundo Datafolha
O Datafolha registrou também os eleitores de Marina Silva (PV), que teve quase 20 milhões de votos no primeiro turno, sobre a intenção de voto no segundo turno. 51% dos que votaram em Marina no primeiro turno declararam voto em Serra. Dilma herda 22% dos votos de Marina. Na pesquisa anterior, a petista tinha 31% dos votos da candidata verde. Serra tinha 50% às vésperas do primeiro turno. O número de indecisos entre os verdes teve um aumento considerável, passando de 4% no primeiro turno para 18%.

Veja outros números da pesquisa
Na divisão por região, Dilma aparece com ampla vantagem no Nordeste, onde registra 62% das intenções de voto, contra 31% de Serra. No Sudeste, há empate técnico (situação em que a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro): o tucano registra 44% contra 41% da petista. No Norte/Centro-Oeste, o cenário também é de empate técnico: Serra tem 46% e Dilma, 44%. A região Sul é a única onde Serra lidera fora da margem de erro: 48% a 43%.

Na segmentação por renda, Dilma lidera por 52% a 37% entre quem ganha até 2 salários mínimos e por 47% a 41% entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos. Já Serra obtém 48% contra 40% entre a população que ganha de 5 a 10 salários mínimos e 58% contra 33% entre quem ganha mais de 10 salários mínimos.

Dilma lidera entre os homens, por 52% a 39%. Entre as mulheres, empate técnico: 43% para a petista contra 44% de Serra. Na segmentação por escolaridade, Dilma lidera entre quem tem o ensino fundamental, com 54%, contra 36%. Entre os eleitores que têm o ensino médio, outro empate técnico: 44% para Dilma, 45% para Serra. O tucano lidera com 50% das intenções de voto entre eleitores com curso superior, contra 36% de Dilma.

A pesquisa foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e pela Rede Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado na sexta-feira, 8, com 3.265 eleitores em 201 municípios e está registrado no TSE com o número 35114/2010.

domingo, 3 de outubro de 2010

Brasil: Eleições 2010


 
 Desde o fim do regime militar, o Brasil vai hoje (3/9) às urnas escolher um presidente pela sexta vez consecutiva. Das 8h às 17h, 135.804.433 brasileiros vão às urnas na maior eleição da história do país. Os eleitores vão escolher um presidente, 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.059 deputados estaduais e 24 deputados distritais.


De acordo com os números do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), são nove os postulantes a presidente da República, 171 a governador, 276 a senador, 6.057 a deputado federal, 14.418 a deputado estadual e 882 a deputado distrital.


Cada eleitor deve demorar em média um minuto e meio para votar. A expectativa é que já se conheçam os novos presidente e governadores na madrugada segunda-feira. Serão contabilizados os votos de 420 mil seções eleitorais, onde trabalham 2,2 milhões de mesários.


Gasto da Eleição em 2010

O TSE estima um gasto de R$ 480 milhões para o pleito. O valor corresponde a R$ 3,56 por eleitor, considerando o total de 135.804.433 votantes. O custo é inferior ao das eleições de 2006 e 2002, que apontaram uma média de R$ 3,58 e R$ 4,31, respectivamente.

Por enquanto, o gasto está abaixo do previsto, que é de R$ 549 milhões. Nas últimas eleições gerais, as despesas totalizaram R$ 450 milhões. Em 2002, R$ 495 milhões.



Voto em  Outros Países

Segundo a Justiça Eleitoral, 200.392 brasileiros estão aptos a votar em um total de 154 cidades no exterior. O país com o maior número de eleitores brasileiros são os Estados Unidos, com mais de 66 mil pessoas aptas a participar do pleito deste domingo.

Nos EUA, ficam a cidade com o maior número de eleitores brasileiros: Nova York, com 21.076. Na segunda colocação da lista vem Lisboa, em Portugal, com 12.360.



“Ficha Limpa” X “Ficha Suja”

Por decisão do TSE, candidatos com os registros barrados com base na Lei da Ficha Limpa estão impedidos de concorrer às eleições deste ano. Mas em razão da demora da Justiça em julgar os casos muitos deles aparecerão nas urnas.

O voto no chamado “ficha-suja” não é proibido, desde que ainda caiba recurso ao candidato contra o indeferimento de sua candidatura. O nome aparecerá na urna normalmente, porém os votos não serão contabilizados no resultado final das eleições até que o aspirante ao cargo eletivo esteja completamente liberado na Justiça.



A Campanha Eleitoral de 2010

Por 12 semanas, os eleitores assistiram - ou não - a uma campanha morna, sem programas e sem emoção, marcada em muitos casos pela ausência de disputa, tal a vantagem do primeiro colocado nas pesquisas.

Esse cenário mudou nos últimos dois dias. Na mais crucial das escolhas, a de quem sucederá os oito anos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o clima de "quase certeza" da vitória de Dilma Rousseff (PT) deu lugar a tensão após a divulgação, ontem à noite, da pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Nos novos números, Dilma teria 51% dos votos válidos, contra 49% dos demais. Só no fim da noite de hoje se saberá, enfim, se as margens de erro lhe garantem evitar o segundo turno.

A campanha deixa, na memória, alguns pontos marcantes. Um deles é que nunca antes um chefe da Nação se envolveu tão ferrenhamente na defesa de seu nome preferido. Outro, que as mulheres são o principal colégio eleitoral, com 70,3 milhões de votos, 5 milhões a mais que os homens. Terceiro, uma discussão rasa dos problemas nacionais, marcada pela despolitização. O que levou o historiador Boris Fausto a constatar: "Acho que o que há é um desencanto mesmo."

Por fim, as eleições revelam um País que avança e se moderniza, mas continua injusto e desigual. Em 61 cidades vai valer um inédito sistema de identificação biométrica dos eleitores. Mas, entre estes, nas 420 mil seções eleitorais, 64 milhões - quase metade - são analfabetos ou têm o 1.º grau incompleto.

FATOS DA SEMANA

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco
Caracterização do Velho Chico

Vocé é favorável à Transposição do Rio São Francisco?

FN Café NEWS: retrospectiva