quarta-feira, 17 de março de 2010

BRASIL - Eleições 2010 - Ibope/CNI: Palácio do Planalto



O pré-candidato a presidência da República pelo PSDB, José Serra, registrou queda nas intenções de voto, mas continua em primeiro lugar na corrida pelo Palácio do Planalto, segundo pesquisa Ibope que foi divulgada hoje (17.março.2010). Serra aparece com 35% (tinha 38% em novembro), à frente de Dilma Roussef (PT), que tem 30% (contra 17% em novembro).

Veja os principais dados da pesquisa Ibope:







 A pesquisa do Ibope/CNI evidencia ainda:

1) resiliência de Serra: o tucano cai em todos os levantamentos, mas se mantém sempre na faixa de 30% ou um pouco acima. Para quem não está falando em público sequer que é pré-candidato, não deixa de ser uma demonstração de força. Mas vai resistir ao rolo compressor governista até outubro? Essa é outra história e ninguém tem a resposta;

2) Dilma se consolida: a pré-candidata petista declarada, em campanha quase aberta, realmente está consolidada. Chegou aos 30% na pesquisa estimulada. Na espontânea, já está com 14% (Serra tem 10%). A dúvida agora é: a petista continua a avançar ou reduz o ritmo?

3) Ciro e Marina: os dois não saem do lugar. Vai ser difícil furar o bloqueio da polarização formada por PSDB e PT.

4) nanicos: haverá pelo menos 8 candidatos de pequena expressão na corrida presidencial.  Já passou da hora de incluir esses nomes no levantamento, pois os nanicos somados podem acabar sendo um fator relevante para que a eleição seja levada ao segundo turno.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ensino Superior: Desafios na Universalização






Ronaldo Tadêu Pena *

Como reitor da UFMG, estou plenamente identificado com os propósitos do Ministério da Educação (MEC) de expandir significativamente o acesso à educação superior pública no Brasil, por meio de iniciativas que promovam também a inclusão social. Já determinei que a Universidade inicie estudos, objetivando a formulação de propostas — em consonância com políticas já delineadas pelo Ministro da Educação e expressas, sobretudo, na minuta de Decreto Presidencial — que, após apreciação da nossa comunidade universitária, possam ser apresentadas ao MEC.
Contudo, a mídia tem dedicado, nas últimas semanas, atenção a uma proposta de remodelação do ensino superior brasileiro, conhecida como “Universidade Nova”, apresentada pelo reitor da Universidade Federal da Bahia. Ela prevê que a formação de ensino superior no país se organize a partir de cursos genéricos, de menor duração, cuja conclusão seria obrigatória para o acesso aos cursos profissionais.
A despeito de trazer à baila algumas discussões importantes, e de conter sugestões interessantes, o projeto da “Universidade Nova” suscita questionamentos mais pelos equívocos que parece conter e pelas ameaças que, no nosso entendimento, podem trazer para a formação universitária em nosso país, com impacto negativo em nosso desenvolvimento econômico e social. São essas as questões que pretendo tratar neste artigo.
A admissão aos cursos superiores é feita, hoje, a partir da escolha prévia – e, certamente, precoce – da carreira profissional. Tendo em vista uma escala de valoração social das profissões, essa escolha prévia permite o ingresso no ensino superior de parcelas expressivas de jovens de famílias pobres. Selecionar alunos para a universidade por grandes áreas do conhecimento, qualquer que seja o exame utilizado, resultará que, em uma instituição como a UFMG, por exemplo, serão selecionados quase exclusivamente estudantes oriundos de classes mais abastadas.
Tenha o nome que tiver, o acesso ao ensino superior dependerá de processo seletivo, pois não há vagas, especialmente no sistema público, para absorver toda a demanda. Mesmo que a UFMG dobre ou triplique seu número atual de vagas oferecida — cerca de 4.500 — chegando, por exemplo, a 12 mil, ainda assim, estará muito longe de atender os quase 70 mil candidatos que, anualmente, demandam ingresso em nossos cursos. Portanto, a cogitação do fim de exame seletivo para acesso à universidade, a médio prazo, pelo menos, não tem qualquer fundamento.
O projeto “Universidade Nova”, pelas formulações relativas ao ciclo básico por grande área de conhecimento poderá, certamente, alongar a formação superior. O curso de medicina, por exemplo, cuja duração atual é de seis anos, se defrontará com problemas para ser concluído no mesmo tempo, no modelo da “Universidade Nova”. Isso representaria um considerável aumento de custos para o país e para as famílias, além de contribuir para frustrar, parcialmente, o desejo de todos de acesso ao ensino superior.
Uma outra incongruência do modelo “Universidade Nova” é que não poderá haver promoção automática dos bacharelados genéricos para os cursos profissionais, pois o número de vagas nestes últimos será bem menor que o de concluintes dos primeiros. Ou seja, será inevitável um segundo vestibular, mais seletivo e concorrido que o atual, dentro da universidade. Além disso, esse modelo muito provavelmente acarretará a diminuição do número de profissionais formados, bem como poderá implicar no seu ingresso mais tardio no mercado de trabalho, sem qualquer ganho efetivo na formação para o exercício profissional.
No mundo inteiro, o ensino superior é ministrado em instituições universitárias — cujo objetivo precípuo é tanto a formação de estudantes quanto a produção de conhecimento, ou seja, a realização de pesquisas — e em instituições não-universitárias, que são organizadas visando exclusivamente ministrar o ensino. Ambos os tipos são essenciais para um país. As universidades, pelas pesquisas que realizam e pela natureza de formação que possibilitam, estão intimamente relacionadas ao desenvolvimento econômico e social de cada país. O modelo da “Universidade Nova” poderá diminuir a capacidade de realização de pesquisas das universidades. Como a proposta parece se ancorar na idéia de ser implantada apenas no sistema federal, haverá um forte desequilíbrio regional, beneficiando alguns poucos Estados que têm expressivo parque universitário estadual, mas poucas vagas em instituições federais.
São essas as razões, entre outras que poderemos tratar em futuras oportunidades, que me levam a não acolher um projeto que apresenta tantas fragilidades como as aqui mencionadas e que pode comprometer, de forma tão decisiva, o futuro da Universidade Pública Brasileira.
* Reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

domingo, 14 de março de 2010

Jornalismo de Luto




A morte trágica do cartunista Glauco Vilas Boas, 53, juntamente com seu filho Raoni, 25,  deixou um vazio no  jornalismo brasileiro. Eles foram brutal e covardemente assassinados, na manhã de sexta-feira (12/03),  em Osasco (SP), pelo estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24, conhecido como Cadu, que  disparou cerca de 10 tiros de revólver  que mataram o cartunista Glauco e o filho dele. O jovem autor dos disparos, segundo a polícia, tinha  envolvimento com drogas e um histórico de problemas psicológicos com perturbação mental.
A Polícia Civil de São Paulo divulgou para a imprensa, na noite deste sábado (13), que teria localizado e apreendido o Gol cinza usado na fuga de Cadu, suspeito de ter matado o cartunista Glauco e seu filho Raoni, 25.
Nascido em Jandaia do Sul, interior do Paraná, Glauco começou a publicar suas tirinhas no "Diário da Manhã", de Ribeirão Preto, no começo dos anos 70.
Em 1976, foi premiado no Salão de Humor de Piracicaba e, no ano seguinte, começou a publicar seus trabalhos na Folha de maneira esporádica. A partir de 1984, Glauco passou a publicar suas tiras regularmente no jornal.
Entre seus personagens estão Geraldão, Cacique Jaraguá, Nojinsk, Dona Marta, Zé do Apocalipse, Doy Jorge, Ficadinha, Netão e Edmar Bregman, entre outros.
Em 2006, ele lançou o livro "Política Zero", reunião de 64 charges políticas sobre o Governo Lula publicadas na página 2 da Folha.
Glauco também era líder da igreja Céu de Maria, ligada ao Santo Daime e que usa a bebida feita de cipó para fins religiosos.

Glauco publicou em UOL Humor dois de seus personagens: Netão e Ficadinha. Às terças e quintas era a vez do Netão e, aos sábados, da Ficadinha. No jornal Folha de S.Paulo, Glauco tinha seus outros personagens publicados diariamente na Folha Quadrinhos e, três vezes por semana, ocupava a Página 2, de editoriais, com Charges Políticas. Glauco também colaborava mensalmente com quadrinhos do Geraldinho para a Folhinha, o suplemento infantil da Folha de S. Paulo.

Além disso, Glauco já publicou três livros. "Minorias do Glauco" foi o primeiro, independente, lançando em 1981. Pela Circo Editora, o cartunista publicou "Geraldão" e "Abobrinhas da Brasilônia". Também pela Circo Editora, Glauco lançou entre os anos 80 e 90 cerca de 40 revistas do "Geraldão".




Glauco ao repórter: ‘Desenho torto por linhas certas’

  Rafael Falavigna/Folha de S. Paulo
Fã de Glauco, o signatário do blog Nos Bastidores do Poder, Josias de Souza, tinha a mania de reproduzir-lhe as charges em seu recanto da web.

Num certo dia de 2007, Glauco tocou o telefone para o repórter. Queria agradecer. Ouviu agradecimentos.

Foi um telefonema raro. O primeiro. Em verdade, o único. A certa altura, o repórter perguntou a Glauco de onde lhe vinha tanta inspiração.

E ele, entre risos: “Deus escreve certo por linhas tortas. Eu faço o contrário: desenho torto por linhas certas”.

Pois bem, Glauco morreu. Foi assassinado. Coisa bárbara, ainda pendente de explicação. A polícia caça o responsável. O enterro será neste sábado.

Não se sabe o que há no céu. Mas é certo que, se não tiver lápis e papel, Deus vai mandar buscar. Não vê a hora de tomar lições com Glauco.

O Todo-poderoso está doidinho para aprender a rabiscar torto por linhas certas.


Repercussão sobre a morte trágica de Glauco

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a morte do cartunista da Folha Glauco, 53, por meio de uma nota oficial, divulgada no início da tarde de hoje.


Angeli, Cartunista e Chargista
Visivelmente emocionado, o cartunista Angeli, parceiro de trabalho de Glauco, falou sobre a obra do amigo em sua passagem pelo velório, realizado na igreja Céu de Maria --da qual Glauco foi fundador--, em Osasco (Grande SP). "Dentro de suas limitações, Glauco criou uma coisa genial. Não era o maior desenhista do mundo, mas seu desenho falava tudo o que ele queria."

Ziraldo, cartunista e escritor
"A notícia me pegou na estrada, é uma coisa que deixa você meio chapado. É como perder um sobrinho. Vi esses quatro meninos --Glauco, Angeli, Laerte e Adão-- começarem a vida. Sempre os tratei como filhos e tenho um carinho muito grande por todos eles. O Glauco, em específico, sempre foi a alegria da festa, a alegria dos salões. Tinha uma agilidade mental muito grande, era muito crítico, debochado --debochado num bom sentido, como uma qualidade, quase como uma ironia. (...) É uma perda brutal para todos nós, e fico com raiva e vergonha dessa violência. Demorará para passar. Há muito tempo não sentia uma dor tão grande." 

Caco Galhardo, quadrinista
"O Glauco é a grande referência de todos nós, de todos os cartunistas. É uma perda tão grande. Ele está ali diariamente com a gente, é aquela coisa do Geraldão, que todo mundo conhece, que está ali, a gente não tem mais a companhia do Glauco. Ele foi uma grande referência a vida inteira. (...) Ele é o último maluco beleza. Sem esse cara, a vida perde a graça. É uma referência constante." 

CHICO CARUSO, cartunista
Conheci o Glauco no Salão de Humor de Piracicaba. Tinha um espírito anárquico, suas charges eram muito engraçadas e jovens. Era surpreendente que fosse tão iconoclasta e ao mesmo tempo bispo de uma igreja. 

LAN, cartunista
Estou consternado. É uma perda muito grande para a nossa área. Glauco, Laerte e Angeli formam um trio maravilhoso. São estilos diferentes, personalidades próprias, mas é impossível falar do Glauco sem falar dos outros dois. A violência de Rio e São Paulo me indigna. 

Fonte: Folha de S. Paulo e Homenagem a Glauco, do Blog França Neto Café News

quinta-feira, 4 de março de 2010

MEC lança Prêmio Nacional na Educação Inclusiva




Escolas públicas de educação básica têm prazo até o dia 12/3 para fazer a inscrição no prêmio Experiências Educacionais Inclusivas: a Escola Aprendendo com as Diferenças. O prêmio, no valor individual de R$ 8 mil, será entregue aos cinco melhores trabalhos, um por região.
Nesta quarta-feira, 3/3, segundo a Secretaria de Educação Especial (Seesp) do Ministério da Educação, 60 escolas inscreveram experiências. Podem concorrer trabalhos desenvolvidos em 2008 e 2009 e que estejam em curso este ano. De acordo com o regulamento, cada escola pode inscrever uma experiência de inclusão escolar de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou altas habilidades e superdotação desenvolvida em classe comum do ensino regular público.

Pelas regras do prêmio, a escola deve encaminhar um relato de até oito páginas, no qual devem constar apresentação, equipe que trabalha no projeto, população beneficiada, objetivo, descrição da experiência, resultados já obtidos e avaliação. Uma comissão julgadora selecionará 25 finalistas — cinco por região.

Assim que forem comunicados, os finalistas terão prazo de sete dias para encaminhar fotos, vídeos ou outros materiais que ilustrem o projeto. A comissão visitará as escolas para conhecer as experiências e selecionar os cinco vencedores, que serão anunciados em maio.

Com o prêmio, o Ministério da Educação e a Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI) pretendem valorizar e difundir as experiências escolares inovadoras e efetivas de inclusão desenvolvidas nas escolas públicas do país.

O regulamento está disponível na página eletrônica do prêmio.

ACS/MEC

terça-feira, 2 de março de 2010

Eleições 2010 : Dilma X Serra



Pesquisa Datafolha


Faltando oito meses para as eleições nacionais de 2010, a diferença entre José Serra (PSDB), e a candidata do PT Dilma Rousseff cai 10 pontos em relação à pesquisa de dezembro de 2009, quando Serra mantinha-se 14 pontos à frente da principal adversária. É o que revela pesquisa do Datafolha com 2.623 brasileiros de 16 anos ou mais, realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2010. A margem de erro máxima, para o total da amostra, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Vale lembrar que nas situações investigadas com a apresentação dos nomes dos candidatos com cartão, o Datafolha manteve Aécio Neves, uma vez que ainda não foi definido oficialmente o nome do candidato do PSDB, não obstante o governador de Minas Gerais tenha anunciado desistência da disputa em 17 de dezembro de 2009.

No primeiro cenário observado, com o nome de Ciro Gomes pelo PSB, Serra obtém 32% ante 28% de Dilma, enquanto em dezembro essa diferença era de 37% para 23%, respectivamente, diminuindo a diferença de 14 para quatro pontos entre os dois. Já Ciro permanece estável (12%, ante 13% naquela ocasião), bem como a taxa dos que votariam em Marina (8% nas duas pesquisas), os que afirmam pretensão de anular ou votar em branco (idênticos 9%), e os indecisos (iguais 10% nos dois levantamentos).

O crescimento de Dilma e a diminuição da distância em relação a Serra podem ser analisados pelo desempenho dos dois candidatos por segmentos, considerando o primeiro cenário.

Entre os homens, por exemplo, a candidata do PT ganhou cinco pontos em relação a dezembro, enquanto Serra perdeu quatro, além de perder cinco pontos entre as mulheres. Já, nas faixas etárias mais jovens tanto quanto nas mais velhas, enquanto Dilma cresce, Serra perde força: o peessedebista perde três pontos tanto entre os que têm até 24 anos quanto entre os que têm entre 25 e 34 anos, ao passo que Dilma ganha sete pontos entre os primeiros, e quatro entre os últimos. O movimento se repete nas faixas etárias de 45 a 59 anos de idade (Serra perde nove, Dilma ganha quatro pontos), bem como entre os que têm 60 ou mais (Serra perde cinco, Dilma ganha sete pontos em relação a dezembro de 2009).

A análise pela escolaridade não muda: Serra perde cinco pontos entre os que têm até o ensino médio, enquanto Dilma ganha seis entre os menos escolarizados e cinco entre os que têm escolaridade média. Outros destaques são verificados entre os brasileiros que residem no interior, entre os quais Serra perde quatro pontos e Dilma ganha seis; entre os que vivem no Nordeste e no Norte e Centro-Oeste, regiões em que Serra perde seis pontos e a ministra ganha cinco.

Os únicos segmentos em que a petista não cresceu foram o dos mais escolarizados (manteve a mesma taxa do levantamento anterior), e o dos que têm maior renda familiar (onde caiu de 30% para 25%). Já Serra cresceu três e seis pontos, respectivamente, nesses dois segmentos.

No segundo cenário testado com o nome dos dois principais adversários, e sem o nome de Ciro Gomes pelo PSB, a vantagem de Serra sobre Dilma é ligeiramente maior: 38% ante 31%, mas vale notar que a distância entre os dois também era maior em dezembro, quando obtiveram 40% e 26% das citações, respectivamente. Marina, que teve 11% naquela ocasião, alcança 10% agora, os que declaram voto branco ou nulo somam 11% (igual ao anterior) e indecisos, 10%, ante 11% no final do ano passado.

Essa situação também revela mudança de desempenho dos candidatos nos segmentos. Embora Serra mantenha-se com percentual equivalente entre os mais jovens, Dilma sobe sete pontos entre os que têm até 24 anos de idade, e entre os que têm de 25 a 34 anos, Serra perde três pontos e Dilma ganha cinco. Novamente, as maiores variações são verificadas nas faixas etárias de 45 a 59 anos (menos sete pontos para o peessedebista, e mais sete para a petista), e de 60 anos ou mais (menos dois para Serra, mais sete para Dilma). Além disso, Serra oscila negativamente dois pontos entre os menos escolarizados, enquanto Dilma cresce cinco, e perde quatro entre os que fizeram até o ensino médio, enquanto a candidata ganha sete.

Dilma também cresce na terceira opção testada junto aos brasileiros, que inclui seu nome, o de Ciro, o de Marina, e Aécio pelo PSDB. Enquanto a candidata do PT tinha 26% da preferência contra 21% de citações para Ciro no levantamento anterior, os dois alcançam agora 30% e 21%, respectivamente, aumentando a distância para nove pontos. Aécio é mencionado por 13% (era 16% em dezembro), e Marina por 11%, mesmo percentual atingido naquela ocasião. Votariam em branco ou anulariam o voto diante desta hipótese 13%, enquanto 12% declaram não saber em quem votariam.

No quarto cenário investigado, ainda com o nome do governador de Minas Gerais mas sem o de Ciro pelo PSB, Dilma venceria com 34%, Aécio teria 18%, e Marina, 15%. As taxas são equivalentes às observadas em dezembro passado: 31%, 19% e 16%, na ordem. Declaram votar em branco ou nulo 18% e revelam-se indecisos 15%, as maiores taxas de ambos entre as situações estimuladas. 

 
 


Entre dezembro de 2009 e fevereiro de 2010, o percentual dos que não sabem apontar espontaneamente seu candidato à Presidência cresce de 47% para 58%, ao mesmo tempo em que diminuíram as menções espontâneas para Lula, que tinha 20% em dezembro e agora obtém 10%, mesmo não sendo mais elegível. Já Dilma Rousseff, candidata oficial do PT, também obtém 10%, ficando empatada com Serra, citado por 7%. Dessa forma, Dilma mantém mais que o dobro da preferência verificada há seis meses (3% em agosto de 2009), enquanto Serra mantém-se no mesmo patamar (8% na pesquisa de dezembro de 2009, e 6% na de agosto do ano passado).

Assim como observado na intenção de voto estimulada e espontânea para o primeiro turno, Dilma apresenta crescimento em todos os cenários de segundo turno testados.

No primeiro deles, enquanto Serra passa de 49% (em dezembro) para 45% agora, a candidata do PT sobe de 34% para 41%. Declaram intenção de votar branco ou nulo 8% (9% no levantamento anterior), e mostram-se indecisos 7% (8% antes).

O segundo cenário revela Serra com 49% da preferência (equivalente ao observado em dezembro, 51%), contra 31% da preferência por Ciro (28% há dois meses). Outros 13% se dizem dispostos a anular ou votar em branco e 8% não sabem dizer em quem votariam entre os dois candidatos, taxas equivalentes às da pesquisa anterior (12% e 9%).

Já, se Dilma e Ciro disputassem o segundo turno hoje, a ainda ministra da Casa Civil venceria com 46%, seis pontos a mais do que o obtido em dezembro de 2009, enquanto Ciro seria votado por 33%, ante 35% da pesquisa anterior. Votos brancos e nulos somam 13% (15% antes), e indecisos, 8% (10% em dezembro).

Em outras duas situações de segundo turno, com o nome de Aécio ainda incluso, o governador de Minas Gerais perderia, tanto para Dilma (de 48% da candidata contra 26% para seu nome), quanto diante de Ciro (45% do candidato do PSB contra 26%). Em relação a dezembro, a diferença entre Aécio e seus concorrentes aumenta. Na primeira situação, 16% declaram voto branco ou nulo e 10% revelam indecisão, percentuais que são de 18% e 11%, respectivamente, na hipótese de disputa entre Ciro e Aécio.

42% escolheriam, com certeza, candidato apoiado por Lula
Além do crescimento geral de Dilma como candidata, entre dezembro de 2009 e fevereiro de 2010, oscila positivamente quatro pontos percentuais a parcela dos que afirmam que o apoio do presidente Lula a algum candidato nas próximas eleições os levariam a escolher, com certeza, esse candidato: de 38% antes para 42% agora.

Permanece estável, por sua vez, o grupo dos que talvez votassem em um candidato apoiado por Lula (27% antes, 26% atualmente), bem como aqueles que, pelo contrário, acatariam o apoio de Lula a alguém como um motivo para não votar no candidato (21% e 22%, respectivamente). Deram outras respostas a essa questão 4% e não sabem se posicionar a respeito, 6%.

Passou de 52% para 59% a parcela dos que citam Dilma como a candidata apoiada por Lula à sua sucessão, enquanto as demais opiniões permanecem praticamente inalteradas: acham que Lula apóia Serra 4%, acreditam que Ciro é o candidato apoiado 2%, outros 2% acham que é Marina Silva, 1% supõem ser Aécio, e 32% não sabem dizer, grupo que diminui 4 pontos percentuais nesse período.

A taxa dos que não sabem quais candidatos fazem oposição a Lula é de 44%, idêntica à observada na pesquisa anterior. Para 43%, Serra é o candidato que faz oposição (eram 41% em dezembro), enquanto 15% acreditam que Aécio Neves se opõe a Lula, outros 14% citam Ciro Gomes, 12% Marina Silva, além de 2% que acreditam que Dilma faz oposição ao presidente.

Para a maioria dos brasileiros (66%), é indiferente o fato de um candidato fazer oposição ao presidente Lula; outros 24% admitem rejeitam um candidato que se oponha ao presidente, e 9% revelam-se dispostos a escolher um candidato que faça oposição a Lula. Não sabem tomam posição a respeito, 2%. As taxas são equivalentes às observadas em dezembro de 2009.
São Paulo, 26 de fevereiro de 2010
Fonte: Datafolha - Jornal Folha de S. Paulo

FATOS DA SEMANA

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco
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FN Café NEWS: retrospectiva