segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR

Instituições de Educação Superior iniciam nesta segunda (3) envio de dados para o Censo 2013
O censo do ensino superior pode ser um cálculo para indicadores de qualidade, como IGC. Foto: Inep/MEC.
A coleta de dados do Censo da Educação Superior de 2013 tem início nesta segunda-feira, 3. As instituições de educação superior federais devem encaminhar as informações até 18 de março próximo. As demais, até 22 de abril.  A coleta e o envio das informações, responsabilidade dos pesquisadores institucionais e representantes legais das instituições, serão feitos pela internet, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Após o envio das informações, as universidades federais terão o período de 31 de março a 30 de abril para conferir e validar os dados informados. Para as demais instituições, a conferência deve ocorrer entre 12 de maio e 20 de junho. Os dados consolidados do Censo serão divulgados em 18 de agosto.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

FRUSTRAÇÃO NA TROCA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO: Dilma Rousseff faz novamente opção por economista na pasta frustrando maioria dos educadores no País

Outro economista é o novo ministro da Educação no Brasil

O atual secretário-executivo do MEC vai comandar a pasta

Paim é novo ministro. Foto: ACS/MEC
Ao anunciar nesta quinta-feira (30/1) o nome do novo ministro da Educação (MEC), o economista Henrique Paim, a presidenta da República, Dilma Rousseff, fez novamente a opção por alguém da área econômica, deixando uma frustração no ar para maioria dos educadores que tinha esperanças de que  uma personalidade de renome da área da educação comandasse essa pasta ministerial.  

Há muito tempo que membros da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) defendem no MEC um nome da área da Educação, com competência para comandar as atuais demandas educacionais no Brasil.

Henrique Paim é atualmente secretário-executivo do MEC. O atual titular da pasta, Aloizio Mercadante, assumirá a Casa Civil.

O comunicado foi feito por meio de nota oficial, publicada no Blog do Planalto. A posse dos novos ministros será na segunda-feira, 3 de fevereiro, às 11 horas, no Palácio do Planalto. A transmissão de cargo no MEC ocorrerá na segunda-feira, 3, à noite.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Superávit primário do Brasil ficou abaixo do pretendido pelo governo federal e é o menor desempenho desde 2001

Piora nas contas públicas agrava a crise de credibilidade do governo

Especialistas acreditam até que o governo terá de estender o corte de gastos para os investimentos
Guido Mantega estuda fazer uma política fiscal "consistente com tendência de redução do endividamento público".
Reuters
BRASÍLIA - O governo federal encerrou 2013 com o menor esforço fiscal desde 2001, deixando ainda mais evidente a dificuldade em recuperar a credibilidade das contas públicas junto a agentes econômicos neste ano. Alguns especialistas acreditam até mesmo que em 2014 o governo terá de estender o contingenciamento para os investimentos.

O setor público consolidado apresentou superávit primário de R$ 91,306 bilhões em 2013, o que representa 1,90% do PIB - informou nesta sexta-feira, 31, o Banco Central. O resultado ficou abaixo do pretendido pelo governo e é o menor desempenho desde 2001. No início do ano passado, a meta de superávit primário era de 3,1% do PIB. Esse objetivo foi revisado posteriormente para 2,3% do PIB.

O governo tem sido alvo frequente de críticas do mercado pela condução da sua política fiscal, com gastos elevados e pouca transparência nas contas. Nos últimos anos, recorreu a algumas manobras contábeis para melhorar os números e, em 2013, contou com receitas extraordinárias em valor recorde.

Esse cenário tornou real o risco de rebaixamento do rating brasileiro pelas principais agências de classificação de risco e levou a própria presidente Dilma Rousseff vir a publico dizer que, para 2014, a política fiscal será "consistente com essa tendência de redução do endividamento público".

Para tanto, especialistas avaliam que os gastos públicos terão de ser mais controlados, mesmo num ano eleitoral. O governo anunciará em fevereiro o contingenciamento para 2014 e, por enquanto, a meta de primário estipulada é equivalente a 2,1% do PIB.

"Vai ter que prejudicar investimentos, não vai ter jeito, não tem espaço. No passado, a gente já viu isso", afirmou o economista Cristiano Souza, do Santander.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

DESIGUALDADE ÉTNICO-SOCIAL: Povo negro no Brasil tem pouco acesso à renda e à educação, diz IBGE

Negros ganham, em média, pouco mais da metade dos brancos, mostra IBGE

A etnia negra, além ganhar pouco no Brasil, tem pouco acesso à educação. Agencia Brasil Thinkstock.
Luiza Calegari0Do UOL, em São Paulo
A pesquisa de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quinta-feira (30) apontou que os trabalhadores negros ganharam menos que os brancos, e mulheres ganharam menos que homens no Brasil em 2013.

Pessoas de cor preta ou parda (de acordo com os critérios oficiais de classificação do IBGE) ganhavam, em média, pouco mais da metade (57,4%) do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca no ano passado.

Em valores, isso dá uma média salarial de R$ 1.374,79 para os trabalhadores negros, enquanto a média dos trabalhadores de cor branca foi de R$ 2.396,74.
Nos últimos dez anos, essa desigualdade diminuiu: desde 2003, o salário dos negros subiu, em média, 51,4%, enquanto o dos brancos aumentou uma média de 27,8%.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CIÊNCIA - Pesquisa: Plantas do Pantanal do Mato-Grossense combatem ao vírus da dengue

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz encontraram três espécies que inibem a replicação do vírus da dengue

Descoberta foi possível com estratégia da Fiocruz, que nos últimos anos descentralizou atividades e passou a fazer estudos no interior
Clarissa Thomé - Enviada especial de O Estado de S. Paulo
AQUIDAUNA (MS) - Num acervo de 4.400 plantas coletadas no Pantanal Mato-Grossense, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz encontraram três espécies que inibem a replicação do vírus da dengue. Os extratos vegetais foram testados em células infectadas com os vírus dos tipos 2 e 3. A pesquisa caminha agora para nova fase, a de testes em animais, para avaliar a toxicidade.

Arbusto eteraceae, uma das plantas usadas para neutralizar o vírus da dengue. Foto: Fábio Motta/Estadão
O trabalho se tornou possível por causa de uma estratégia que tomou fôlego nos últimos cinco anos na Fiocruz - a de descentralizar as atividades e fazer ciência no interior do País, aproveitando as diferenças regionais. A instituição já está em nove Estados, além do Rio de Janeiro - Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Amazonas, Rondônia, Ceará, Mato Grosso do Sul e Piauí. Está em negociação a abertura de um polo no Rio Grande do Sul.
No Mato Grosso do Sul, os trabalhos se dividiram em várias linhas de pesquisa - da saúde indígena à busca por novas moléculas a partir da flora local, além da formação de mão de obra.

O diretor da Fiocruz-MS, Rivaldo Venâncio da Cunha, diz que a primeira etapa do trabalho em Campo Grande foi identificar as instituições que poderiam ser parceiras da Fiocruz. "Não vamos repetir o que eles já estão fazendo. A história não começa com a chegada da Fiocruz." Nessa busca por parceiros, chegaram à Universidade Anhanguera-Uniderp, onde o curso de Agronomia já tinha catalogado 4 mil plantas do Pantanal mato-grossense.

Ao testarem as possibilidades terapêuticas das plantas, os pesquisadores chegaram a três famílias capazes de inibir a replicação do vírus da dengue. "Uma delas teve atividade fenomenal. Vamos tentar sintetizar a molécula e testar em modelo vivo", disse a pesquisadora Jislaine Guilhermino. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram escolhidas como prioritárias por causa de "vazios de desenvolvimento de ciência e tecnologia", diz o presidente da instituição, Paulo Gadelha.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

HOMENAGEM AO ‘SEU LELÉ’ - José Lino Diamantino França...

‘De tudo fica um pouco’
Homenagem ao 'Seu Lelé': homem probo e rico de empreender ações de transformação de interesse coletivo na sociedade norte-mineira. Foto: FN Café NEWS 2013.
Neste 1º aniversário da ‘passagem de José Lino Diamantino França’, constata-se que: "de tudo fica um pouco", como assinalava Carlos Drummond de Andrade, em "Resíduo* - Poema"(...)

E ficou um muito na beleza de Seu Lelé: seus filhos, esposa, netos (bis), sobrinhos, irmãos, noras, genros, amigos e colegas; cidadãos e conterrâneos  em Manga, Matias Cardoso e São João das Missões (MG) e a comunidade do bairro Jardim Liberdade em Montes Claros (MG), que foram ‘testemunhas  da história desse homem probo e rico' de realizar e empreender ações de transformação em cidades,  associações, federações, prefeituras e câmaras municipais, numa visão ímpar para seu tempo traduzida pela sua personalidade singular de homem público comprometido com o interesse coletivo.

Vale que vale viver, Seu Lelé!

Valeu Seu Lelé!

França Neto

JOSÉ LINO DIAMANTINO FRANÇA: *09/03/1936  †23/01/2013

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

DÉFICIT PREVIDENCIÁRIO: Rombo da Previdência cresce em 2013 e atinge R$ 49,9 bi

Rombo da Previdência cresce e governo quer apertar regras para benefícios
Déficit cresceu de R$ 42,3 bi em 2012 para R$ 49,9 bi no ano passado; um dos planos é endurecer as regras para a concessão de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez
Ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (ao centro), participa de evento da pasta em Brasília, DF. Foto: Nicolas Gomes
Mauro Zanatta - O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O rombo nas contas da Previdência Social voltou a crescer de forma expressiva em 2013. O déficit chegou a R$ 49,9 bilhões, segundo dados obtidos pelo Estado de S. Paulo, e que devem ser divulgados nesta semana. O governo esperava um "equilíbrio" na comparação com 2012, quando a conta ficou negativa em R$ 42,3 bilhões.

A surpresa na elevação dos gastos é explicada no governo pelo pagamento, por decisão judicial, de quase R$ 3 bilhões em passivos acumulados ao longo de anos anteriores. Pesaram no rombo as revisões do teto da Previdência, causadas pelos benefícios com reajuste acima da inflação, e o recálculo de auxílios-doença e aposentadorias por invalidez cujos beneficiários tinham feito menos de 180 contribuições.

Além disso, a Previdência começou a pagar o estoque da chamada compensação previdenciária a Estados e municípios, devida entre 1989 e 1999 e até aqui ainda não quitado.

Em um esforço para atenuar esse rombo, a Previdência busca meios para apertar as regras de concessão de auxílios-doença e invalidez, cujas despesas atingiram R$ 65,4 bilhões em 2013. O foco é reduzir os auxílios de longa duração, cuja despesa somaria atualmente R$ 7 bilhões anuais.

Reabilitação. As normas sob avaliação de um grupo interministerial vão incorporar, segundo informou o Ministério da Previdência, o chamado Plano de Reabilitação Integral. A partir da recomendação da perícia médica do INSS, o beneficiário fará uma reabilitação física e profissional conjunta. A situação seria reavaliada a cada dois anos.

FATOS DA SEMANA

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco
Caracterização do Velho Chico

Vocé é favorável à Transposição do Rio São Francisco?

FN Café NEWS: retrospectiva