sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

ECONOMIA: Inflação de janeiro é a menor dos últimos cinco anos

Inflação oficial desacelera para 0,55% em janeiro, a menor desde 2009
Resultado ficou abaixo da inflação verificada em dezembro e representou o menor IPCA para o mês de janeiro desde 2009, segundo o IBGE
Contrariando expectativas de economistas, que esperavam uma meta inflacionária bem acima, a inflação oficial de janeiro deste ano ficou abaixo de janeiro de 2013. O grupo alimentos teve uma queda 0,50%. Foto: Germando Luders/Veja.
Com informações da AE
SÃO PAULO - A inflação oficial do País começou o ano registrando uma desaceleração em relação ao resultado de dezembro. Em janeiro, o Índice de Preço ao Mercado Amplo (IPCA) avançou 0,55%, ficando 0,37 ponto percentual abaixo dos 0,92% registrados em dezembro de 2013. Esse foi o menor IPCA para um mês de janeiro desde 2009, quando o indicador ficou em 0,48%. Em janeiro de 2013, o IPCA havia sido de 0,86%.

Os dados foram divulgados pela Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 7. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses também recuou, para 5,59%. Em dezembro, o IPCA acumulado havia subido 5,91%.

O resultado ficou abaixo do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que iam de uma taxa de 0,57% a 0,74%, com mediana de 0,60%.


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

ARTICULAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR COM A EDUCAÇÃO BÁSICA: PIBID terá investimento direto em 29 licenciaturas, por meio da iniciação a docência de acadêmicos da Unimontes

Programa de Iniciação a Docência (PIBID/Unimontes) tem investimento recorde de 2,6 mil bolsas para alunos e professores da universidade
Encontro do PIBID/Unimontes realizado na segunda-feira (3). Foto: ACS-Unimontes/Léia Oliveira
Com informações da ACS/Unimontes
A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) terá um número recorde de bolsistas em 2014 no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação a Docência (PIBID). Entre coordenadores por área de conhecimento, supervisores de educação básica e acadêmicos de Licenciatura serão 2671 contemplados. Os investimentos chegam a R$ 16,8 milhões viabilizados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Os números foram divulgados na manhã desta segunda-feira (03/02), durante a abertura do 1º Encontro Institucional dos Coordenadores do PIBID, no auditório do prédio 2, no campus-sede. Na oportunidade, foi apresentado também o cronograma de atividades para este ano. A programação se estenderá até o final do dia.

A coordenadora institucional do Programa na Unimontes, professora Silvana Diamantino França fez a apresentação da nova equipe de coordenadores e dos números acima citados. Em 2014, serão 108 professores para a função, que foram indicados pelos colegiados de coordenação didática de seus respectivos cursos.

A professora-coordenadora lembra que são 29 licenciaturas dos campi de Montes Claros, Almenara, Brasília de Minas, Espinosa, Janaúba, Januária, Paracatu, Pirapora, Bocaiuva e Unaí. Das 2,6 mil bolsas, 2132 são para os alunos de iniciação a docência (alunos), 426 para supervisores das 83 escolas da rede pública parceiras no Programa e 108 de coordenadores de área.
Silvana Diamantino, coordenadora do PIBID/Unimontes. Foto: ACS/Léia Oliveira.

Para o diretor do Centro de Ciências Humanas (CCH/Unimontes), Professor Wagner Rocha, o PIBID "representa a articulação necessária entre a universidade e a educação básica".

“São números bastante expressivos. O PIBID é um valioso instrumento para impulsionar as licenciaturas ao enriquecer a formação dos acadêmicos e valorizar os cursos”, avaliou o reitor da Unimontes, professor João dos Reis Canela, que presidiu os trabalhos de abertura. “Temos em nossa universidade um trabalho diferenciado no âmbito do PIBID com efeitos positivos diretos na educação básica”, completou.

Pró-reitor de Ensino da Unimontes, o professor João Felício Rodrigues Neto destacou o interesse maior dos universitários para integrar as ações do PIBID

FORÇAS DE COALIZÃO EM XEQUE: PT e PMDB não mantêm acordo para reforma ministerial no governo Dilma

Governo não se entende com PMDB e reforma ministerial emperra
Com AE
Dilma tem dificuldades na coalizão com o PMDB. Foto: AE.
Com uma base aliada gigantesca e uma coordenação política confusa, o governo sofre para concluir a reforma ministerial. Depois de resolver, sem grandes traumas, as nomeações para Casa Civil, Saúde, Educação e Secretaria de Comunicação Social, a presidente Dilma Rousseff não acertou a mão nas conversas com o PMDB, justamente o maior partido de sua base de sustentação.

Quem andasse ontem por qualquer canto do Congresso ouviria parlamentares do PMDB se queixando da falta de habilidade do governo no trato com os aliados. Os pemedebistas da Câmara reclamam que deputados indicados pelo partido foram vetados pelo Planalto para ocupar as vagas que serão abertas nos ministérios do Turismo e Agricultura.

Os do Senado protestam contra a não aceitação do nome do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) para Integração Nacional, depois Turismo e até para Portos.

Reclamam ainda da proposta feita para que o líder da bancada no Senado, Eunicio Oliveira (CE), ocupasse a Integração Nacional sem qualquer consulta aos dirigentes do partido, apenas para impedir que ele se candidate ao governo do Ceará atrapalhando os planos do grupo do governador do Estado, Cid Gomes (Pros), que deseja lançar outro nome para sua sucessão.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

AÇÃO PENAL 470: Foragido do mensalão, Pizzolato é preso pelas polícias brasileira e italiana

Ex-diretor do Banco do Brasil é preso na Itália

Considerado foragido desde novembro, Henrique Pizzolato foi preso em operação conjunta entre Polícia Federal e polícia italiana; ele foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão por envolvimento no mensalão
Fausto Macedo/AE
Pizzolato é preso na Itália. Foto: AE.
O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a 12 anos e sete meses de prisão no processo do mensalão, foi preso na Itália, após operação conjunta das polícias brasileira e italiana. Ele estava foragido desde novembro do ano passado.
                                       
Por ter dupla cidadania, Pizzolato não podia ser extradidato. Ele mesmo comunicou a fuga, em carta divulgada pelo advogado Marthius Sávio Lobato, no dia seguinte à ordem de prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal, em 15 de novembro.

Pizzolato foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato e cumprirá a pena em regime fechado. O nome do ex-diretor do Banco do Brasil foi incluído na lista de procurados da Interpol. Desde então, o governo brasileiro avaliava como extraditar Pizzolato.

O ex-diretor decidiu deixar o Brasil em direção à Itália em setembro, quando o Supremo Tribunal Federal rejeitou seus primeiros embargos de declaração - tipo de recurso que questiona a clareza das decisões - à sentença que o condenara à prisão por peculato (apropriação criminosamente, por servidor, de dinheiro público), lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

A fuga. O plano de fuga de Pizzoloto teria começado ainda em setembro. O ex-diretor fez uma viagem de 1.600 quilômetros, 20 horas de estrada, duas paradas para abastecer o carro e refeições de biscoito, banana e água. O petista foi inicialmente para Buenos Aires, na Argentina, onde, já com outra via do passaporte italiano - a primeira fora entregue à Justiça do Brasil, com o documento brasileiro -, tomou um voo para a Itália.

A operação secreta que retirou Pizzolato do Brasil foi arquitetada com ajuda de um grupo restrito. Seria, porém, do conhecimento prévio de alguns petistas, entre eles Dirceu. Ao saber da disposição do ex-diretor do Banco do Brasil de deixar o Brasil e continuar lutando por sua absolvição na Itália, o ex-ministro da Casa Civil, condenado a mais de dez anos por comandar o mensalão, não teria se oposto, embora não soubesse de detalhes do plano.

FGTS: Advogados fazem corpo a corpo para ganhar clientes e associações enviam cartas para repassar interessados a escritórios; OAB da PB abriu processo contra propaganda irregular

Correção do FGTS pela inflação gera caça a trabalhadores por parte de advogados e associações

Vitor Sorano - iG São Paulo
Defensoria Pública da União pediu a correção para todas as contas; em 1999, havia 65 milhões
A correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela inflação tem provocado uma corrida dos trabalhadores à Justiça – e uma caça desses mesmos trabalhadores por parte de advogados e associações.

“Recebi três cartas. Uma em outubro, outra em dezembro e outra em janeiro”, diz Abel Euzebio da Fonseca, aposentado de 52 anos, de São Paulo, com os papéis que lhe convidavam a 'analisar se você possui direito ao reajuste'. “Não conheço, nunca fui no escritório deles, nada.”

As cartas – muito semelhantes – foram enviadas por três associações diferentes com sede em São Paulo. O objetivo é convencer o interessado a pedir a correção no FGTS na Justiça Federal com o apoio dos advogados que prestam serviços para elas. 
A Associação Nacional de Seguridade e Previdência (ANPS), a Associação Paulista dos Beneficiários de Seguridade e Previdência (APABSP) e o Centro Paulista de Apoio aos Aposentados e Servidores Públicos (CPAASP) não responderam aos contatos da reportagem. 
O advogado Vinícius Fiscarelli, cujo escritório é indicado como o destino dos casos das associações, afirma ser apenas um prestador de serviços e não ter responsabilidade pela conduta das entidades. 
“Isso com certeza não saiu de alguém de dentro do nosso escritório”, diz o profissional. "Até porque se fossemos pensar dessa maneira nenhum escritório poderia advogar para algum grupo grande", completa, sobre o atuar para as associações.


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Instituto tenta conseguir na Justiça a desapropriação de quatro fazendas no Norte de Minas

Incra/MG pede fazendas na Justiça para regularizar quilombolas

Se as quatro fazendas forem desapropriadas, seus donos receberão cerca de R$ 5,1 milhões em indenizações; então, a associação de moradores da comunidade quilombola será a proprietária das terras
iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO
Sede da fazenda da Torta, em Verdelândia (MG), que é alvo de reforma agrária. Foto: Michelly Oda/G1.
O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em Minas Gerais (Incra/MG) tenta conseguir na Justiça a desapropriação de quatro fazendas no Norte de Minas para regularizar o território já ocupado pela comunidade quilombola Brejo dos Crioulos. A Procuradora Federal Especializada junto ao Incra/MG ajuizou, na sexta-feira (31), quatro ações solicitando cerca de 3.000 hectares de propriedades que ficam entre os municípios de Varzelândia, Verdelândia e São João da Ponte. As terras correspondem a parte do total de 17,3 mil hectares pleiteados pelos 500 membros da comunidade.

A Brejo dos Crioulos acusa o filho do dono de uma das fazendas de tentar matar cerca de 40 pessoas que estavam acampadas no local no dia 19 de janeiro. Duas pessoas foram baleadas e outras ficaram feridas por chutes e coronhadas quando um grupo de cerca de dez homens, todos encapuzados, apareceu no acampamento.

DEGRADAÇÃO NO 'MUNDO DO TRABALHO': MPT fiscaliza exploração de mão de obra barata por menos de um salário e condições precárias de trabalho em empresa de carvão vegetal de MG

Trabalhadores eram mantidos sem água potável e em meio a animais peçonhentos em Minas
Empresa de carvão foi interditada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Catuji, na Região do Mucuri. Proprietário terá de cumprir série de medidas
Trabalhadores faziam refeições em local sujo e com animais. Foto: Jornal Estado de Minas/BH.
João Henrique do Vale/Jornal EM-BH
Uma empresa de carvão foi interditada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em Catuji, na Região do Mucuri, por manter operários em condições degradante de trabalho. As vítimas não tinham água potável para beber e comiam em um local que continham cachorros e até animais peçonhentos, como aranha e escorpião. Dois Termos de Ajuste de Conduta (TAC) foram firmados entre a empresa e o órgão.

As investigações começaram no final de 2013 quando ex-funcionários da empresa Carvão Fogo Leste entraram com ações na Justiça contra ela. O juiz proferiu as sentenças e enviou córpias para o MPT, que abriu três inquéritos para apurar as denúncias. “Durante a apuração ficamos sabendo que a empresa tinha encerrado as atividades. Porém, ficou constatado que houve uma sucessão, e a empresa se tornou O.E.Silva Filho”, explica o procurador do Trabalho Max Emiliano da Silva Senna.

Em dezembro, os procuradores fizeram uma visita ao local onde os produtos eram embalados. Lá, flagraram a situação degradante vivida pelos trabalhadores. “Quando chegamos tinha oito operários, mas sabemos, pelas folhas de ponto, que eram aproximadamente 18 pessoas. Todos trabalhavam aproximadamente 10 horas por dia sem contar com equipamentos de segurança. Também não recebiam uniformes e viviam impregnados pelo pó do carvão”, afirma Senna.

FATOS DA SEMANA

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco
Caracterização do Velho Chico

Vocé é favorável à Transposição do Rio São Francisco?

FN Café NEWS: retrospectiva