Procurador-geral da República ameaça recorrer ao STF contra redução de
poder do MP nas eleições deste ano
Resolução assinada pelo
minstro Dias Toffoli determina que inquérito policial eleitoral somente poderá
ser instaurado mediante determinação da Justiça Eleitoral.
Brasília - O procurador-geral da República, Rodrigo
Janot, pediu a revisão da resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) que tirou do Ministério Público (MP) o poder de pedir a instauração de
inquéritos policiais para investigar crimes nas eleições deste ano. Caso a resolução
não seja revista, o titular da PGR adiantou que recorrerá ao Supremo Tribunal
Federal (STF), contestando a constitucionalidade da medida.
O texto, relatado pelo ministro Dias
Toffoli, obrigaria o MP a pedir autorização à Justiça Eleitoral para abrir
investigação, conforme informou o Estado
na semana passada. Até a última eleição, a Justiça Eleitoral
tinha entendimento distinto. As resoluções previam que o inquérito policial
eleitoral seria instaurado a pedido do MP ou da Justiça Eleitoral. O texto novo
determina que "o inquérito policial eleitoral somente será instaurado
mediante determinação da Justiça Eleitoral".
Em apoio ao pedido de revisão, o Grupo
Executivo da Função Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF) divulgou um
manifesto contra a resolução do TSE. Os integrantes argumentam, no texto, que a
resolução afronta a Constituição.





