terça-feira, 8 de abril de 2014

Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da ALMG reuniu nesta segunda (7) para debater implantação da CeasaMinas em Montes Claros

Instalação da CeasaMinas em Montes Claros “é possível, viável” e “depende de vontade política”, afirma diretor da empresa
Deputados estaduais, Paulo Guedes (PT) e Carlos Pimenta (PDT), participam de reunião da ALMG em Montes Claros.  Foto: Lia Priscila/ALMG  7 abr 2014.
MONTES CLAROS (MG) – A instalação dos serviços das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas) em Montes Claros depende apenas de vontade política. Essa é a afirmação do diretor técnico operacional da empresa, Edilberto Silva, que participou de audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa (ALMG), realizada na manhã desta segunda-feira (7/4), na Câmara Municipal.

A reunião foi solicitada pelo deputado Paulo Guedes (PT), com o objetivo de discutir com autoridades, produtores rurais, feirantes, comerciantes e consumidores a possibilidade de uma ação conjunta com a Ceanorte para potencializar, aperfeiçoar e ampliar as atividades na região. O objetivo é firmar com a CeasaMinas um convênio de cooperação técnica operacional para prestação de serviços.

O deputado Paulo Guedes ressaltou que Montes Claros é referência para mais de 150 cidades do Norte, Noroeste de Minas e até da Bahia, além de possuir o segundo maior entroncamento rodoviário do Brasil. “Temos o Projeto Jaíba, que é maior projeto de irrigação da América Latina, temos o Projeto Gorutuba, o Projeto Pirapora, além de dezenas de municípios - incluindo Montes Claros - que também produzem em escala comercial”, disse o parlamentar ao enfatizar a necessidade de organização dos produtores e de melhoraria da infraestrutura e dos serviços prestados na Ceanorte.

Os dados apresentados pelo diretor da CeasaMinas, Edilberto Silva, comprovam a viabilidade do empreendimento no município. Segundo ele, o Norte de Minas tem uma população estimada em 1.700.000 habitantes e possui um grande polo agrícola, com destaque para a produção de banana, limão, manga, batata doce, moranga híbrida, coco verde e tangerina. “Identificamos que o grande problema da Ceanorte está relacionado à gestão”, disse Edilberto ao lembrar que o município está deixando arrecadar R$ 5 milhões, por ano, porque está fora do sistema da Secretaria Estadual de Fazenda, que apura o Valor Adicionado Fiscal (VAF). O repasse dos recursos é com base em declarações transmitidas pelas empresas e em documentos emitidos por produtores rurais, cujas operações/ prestações foram realizadas em seus respectivos territórios.

Edilberto informou a necessidade de investimentos públicos, mas enfatizou que o próprio mercado é também uma fonte de recursos. “Os comerciantes e os produtores vão pagar a tarifa adequada ao modelo da Ceasa que nós vamos ter aqui”, disse.

Para Paulo Guedes, o gerenciamento da CeasaMinas também vai possibilitar a criação de um sistema de informações interligado. “É preciso que a informação dos preços pagos na CeasaMinas chegue com agilidade a Montes Claros. Com isso, será possível diminuir os atravessadores e melhorar o custo final dos produtos”. 

O deputado cobrou o envolvimento de todos os segmentos e órgãos dos governos federal, estadual e municipal, ligados ao setor, para que a parceria com a CeasaMinas se concretize. “Melhorar a estrutura da Ceanorte significa um avanço não só para Montes Claros, mas para o desenvolvimento de todo o Norte de Minas”, declarou o parlamentar.

CEANORTE
A estrutura atual da Ceanorte conta com 32 lojas. O volume estimado de comercialização é de 43.139 toneladas, que movimenta cerca de R$ 54.931.000,00. Apesar de ter 920 produtores rurais cadastrados, apenas cerca de 500 estão ativos. Entre as demandas apresentadas estão: segurança, qualificação de funcionários, modernização de equipamentos, situação institucional, regularização jurídica da ocupação, cercamento do entreposto, tarifas cobradas e informações relativas ao VAF

CEASAMINAS
A CeasaMinas é uma empresa de economia mista do governo federal, que possui e administra diretamente o entreposto da Grande BH, localizado no município de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e outras cinco unidades instaladas nos municípios de Uberlândia, no Triângulo Mineiro; Juiz de Fora e Barbacena, na Zona da Mata; e em Governador Valadares e Caratinga, ambas no Vale do Rio Doce.

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