sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Reviravolta na pesquisa de intenção de votos para prefeito em Montes Claros



O deputado Paulo Guedes (PT) lidera pela primeira vez corrida à prefeitura de Montes Claros:  'furacão da onda vermelha' na cidade
MONTES CLAROS* - Reviravolta na disputa pela Prefeitura de Montes Claros – principal cidade do Norte de Minas. Com 26% da preferência do eleitorado, o deputado estadual Paulo Guedes (PT) é o novo líder, na segunda rodada da pesquisa de intenção de votos realizada pelo Instituto MDA em parceria com o Estado de Minas nos dias 22 e 24. O candidato apresentou um crescimento de 4,4 pontos percentuais em relação ao levantamento realizado nos dias 15 e 16, e se beneficiou ainda de uma queda de 6,3 pontos percentuais do deputado federal Jairo Ataíde (DEM), até então o preferido dos eleitores de Montes Claros. O democrata, que foi apontado por 29,9% dos entrevistados na primeira pesquisa, aparece agora com 23,6%.
Ainda que estejam à frente na pesquisa, ainda não estão garantidas as vagas de Paulo Guedes e Jairo Ataíde para o segunto turno das eleições. Embolado com os candidatos está o ex-deputado estadual Ruy Muniz (PRB), que se manteve estável com uma oscilação positiva de 19% para 19,6% das intenções de voto. Levando-se em conta a margem de erro da pesquisa, que é de 4,4 pontos percentuais para mais ou para menos, nos últimos nove dias de campanha os três deverão travar uma batalha pelas duas vagas na próxima etapa das eleições.

“O que vai decidir quem vai chegar lá é a mobilização da população e a mensagem mais clara para os indecisos”, aposta o diretor do Instituto MDA, Marcelo Costa Souza. Na quarta colocação e com chances menores de chegar ao segundo turno aparece o ex-deputado Humberto Souto (PPS), que teve uma oscilação positiva de 10% para 12,4%. O número de eleitores que afirmaram votar em branco ou nulo passou de 4,2% para 5,4%. Por outro lado, diminuiu em 2,6 pontos percentuais o índice de quem estava indeciso.
Embora esteja na dianteira no levantamento, Paulo Guedes é aquele – entre os principais candidatos – que tem a maior possibilidade de perder votos. Entre os que afirmaram votar nele, 32,3% admitem que ainda podem trocar de candidato. Jairo Ataíde leva vantagem: 23,1% disseram sim à possibilidade de digitar outro número na urna em 7 de outubro. Por outro lado, Guedes é quem tem o maior índice de aceitação: 19,8% dos entrevistados têm o petista como o único candidato, pouco acima dos 16,8% que votam exclusivamente em Ataíde.

A maior rejeição foi apontada para Ruy Muniz: 44,2% dos entrevistados disseram que não votariam nele de jeito nenhum. O candidato tem o apoio do prefeito Luiz Tadeu Leite (PMDB), que tem a administração mal avaliada pelos eleitores que participaram da pesquisa. Entre os 500 entrevistados, 73,5% consideram a gestão do peemedebista péssima ou ruim. Apenas 7% classificaram o governo como ótimo ou bom.

Perfil
Na análise do perfil do eleitorado, Paulo Guedes lidera a pesquisa no eleitorado masculino e Jairo Ataíde entre as mulheres. O petista e o democrata têm ligeira queda na intenção de voto com o aumento da renda familiar, enquanto Humberto Souto tem maior intenção de voto à medida que o poder aquisitivo aumenta, chegando a liderar no grupo dos eleitores que recebem mais de seis salários mínimos.

FICHA TÉCNICA
A pesquisa realizada pelo Instituto MDA em parceria com o Estado de Minas ouviu 500 eleitores de Montes Claros em 22 a 24 de setembro. O levantamento tem margem de erro de 4,4 pontos percentuais para mais ou para menos e foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) sob o número MG 00644-2012. O Estado de Minas não publica pesquisas encomendadas por candidatos.


*Isabella Souto – Publicação: 28/09/2012 06:00 Atualização: 28/09/2012 07:49

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eleições MoC 2012: decisão da Justiça Eleitoral é favorável a Felipe

Filipe Gonçalves consegue na Justiça Eleitoral o direito de disputar a prefeitura de Montes Claros

Filipe, que foi expulso do PSTU, volta a disputa pela prefeitura de MoC. Foto: Divulgação/2012
 MONTES CLAROS* - O candidato a prefeito de Montes Claros, Filipe Gonçalves (PSTU), voltou a disputar as eleições depois de ter a candidatura cassada, na semana passada, pela juíza eleitoral Cibele Maria Lopes. A cassação da candidatura aconteceu depois que Felipe foi expulso do próprio partido sob alegação que ele não estaria seguindo as diretrizes e o estatuto do partido.

O advogado do candidato, Luis Carlos Nunes, entrou com recurso junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) e ganhou a liminar. O candidato do PSTU garantiu o direito de continuar na campanha até que o mérito do recurso impetrado pelo seu advogado seja julgado.

Nunes afirmou que está movendo na Justiça de Montes Claros uma ação anulatória contra a expulsão do partido, que se for deferida, vai determinar a volta do candidato ao quadro de filiados do PSTU.

A partir desta quinta-feira, Filipe Gonçalves deverá voltar participar do programa no horário eleitoral gratuito do TRE-MG.

*Fonte: Cida Santana – Jornal EM/BH. Publicação: 27/09/2012 11:28 Atualização: 27/09/2012 13:33


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Combate à Corrupção: Ministério Público apresentou denúncia criminal contra vereador do PT em MoC

Vereador do PT candidato à reeleição e mais 4 réus são acusados de desvio de R$ 6,7 milhões de Previdência em Montes Claros

Dinheiro foi desviado do Instituto Municipal de Previdência dos Servidores Públicos de Montes Claros - Prevmoc

vereador Alfredo Ramos Neto (PT). Reprodução do YouTube.
MONTES CLAROS – O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em Montes Claros, por meio de três promotores da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da comarca, propôs ação de improbidade administrativa e apresentou denúncia criminal contra o vereador Alfredo Ramos Neto (PT) e três ex-diretores da Prevmoc Emerson Vieira de Acipreste, Milton Soares de Souza e José Ubiratan Dias Drumond, juntamente com Valdir Massare, que é diretor da empresa Atrium DTVM S/A. As cinco pessoas são acusadas de desvio de R$ 6,7 milhões do Prevmoc (Instituto Municipal de Previdência dos Servidores Públicos de Montes Claros).

Charge Angeli/Folha de S. Paulo
Após investigações que duraram três anos e reuniram mais de duas mil páginas, apurou-se que os acusados agiram em conluio com a empresa Atrium DTVM S/A, liquidada pelo Banco Central e hoje falida, para adquirir com recursos públicos do instituto títulos da dívida pública federal, pagando por eles valores muito maiores que os de mercado.

Em dez operações realizadas entre junho e novembro de 2008, os acusados causaram inicialmente prejuízos de cerca de R$ 1,3 milhão - cifra que corresponde ao que foi pago pelos títulos além de seu valor de mercado. Como, além disso, os títulos desapareceram, o prejuízo chegou a cerca de R$ 6,7 milhões.

As compras foram efetuadas sem conhecimento e sem autorização do Conselho Municipal de Previdência, o que fere a legislação local; não foi celebrado com a Atrium contrato de custódia e de administração dos títulos comprados; e  normas do Conselho Monetário Nacional foram descumpridas, pois não houve processo seletivo de credenciamento da Atrium nem pesquisa anterior e diária do valor dos títulos antes das respectivas aquisições.

Apontam os promotores que  as compras superfaturadas e ilegais foram realizadas em troca de propina paga pela Atrium (ou a mando de seu sócio-diretor Valdir Massari) a Alfredo Ramos Neto, candidato a vereador do Partido dos Trabalhadores (PT) na época.

Alfredo deixara a presidência do Prevmoc em abril de 2008, mas ainda controlou de fato o instituto durante todo aquele ano, e assim obteve financiamento criminoso para sua campanha eleitoral.
Funcionários do instituto na época também compactuaram conscientemente com a fraude, em troca de promessa de manutenção de seus cargos comissionados no Prevmoc e de futuros cargos na Câmara Municipal de Montes Claros, caso o candidato a vereador destinatário das propinas se elegesse, como veio a acontecer.

Para disfarçar o recebimento das propinas, o então candidato a vereador valeu-se de estagiários do Prevmoc ou de jovens contratados pela sua campanha eleitoral para, respectivamente, utilizar contas bancarias de terceiros nas quais as propinas seriam depositadas e dali sacar valores que abasteceriam sua campanha eleitoral.

Os promotores identificaram propinas de no mínimo R$ 67 mil pagas ao ex-presidente do Prevmoc e então candidato a vereador. Numa das operações, realizada no dia 23 de setembro de 2008, a empresa Atrium repassou R$ 35 mil para conta de estagiária do Prevmoc, a pedido de Alfredo Ramos, que recebeu aqueles valores um dia depois de a Atrium obter R$ 100 mil do Prevmoc para comprar títulos superfaturados.

A origem criminosa de boa parte dos recursos usados na campanha do então candidato a vereador foi escamoteada perante a Justiça Eleitoral mediante utilização de pseudo-doadores, que emprestavam seus nomes e CPFs, mas que jamais doaram recursos para aquela campanha, conforme admitiram perante o MPMG.

Indícios do mesmo esquema criminoso, envolvendo a Atrium e lesando autarquias previdenciárias com o Prevmoc, foram identificados nos municípios mineiros de Araxá, Extrema, Pouso Alegre, Ibiraci e Três Marias, além de Pitanga, no Paraná, Itatinga, em São Paulo, e Manaus, no Amazonas.

Os acusados responderão a processo cível por improbidade administrativa (podendo perder cargos públicos, ter seus direitos políticos suspensos, pagar multa civil, serem condenados a ressarcir o Prevmoc, etc) e criminal por formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva/ativa e lavagem de dinheiro.

Fonte: Promotoria de Justiça de Montes Claros/ Superintendência de Comunicação Integrada do Ministério Público de Minas Gerais, com adaptações de texto e imagem do FN Café NEWS

Eleições Municipais 2012: TSE

Faltam 13 dias: tempo médio de votação do eleitor em 2012 será de 40 segundos

Urna Eletrônica: TSE - Justiça Eleitoral/ set. 2012.
Com base em informações coletadas em eleições anteriores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) calcula que o eleitor levará 40 segundos, em média, para votar nas eleições do próximo dia 7 de outubro. Esse tempo é calculado a partir do momento em que o eleitor se dirige à urna até o instante em que confirma o voto no segundo cargo (prefeito).

Nas eleições municipais de 2008, cada eleitor levou 31 segundos, em média, para votar em candidatos a prefeito e a vereador, em 5.563 municípios.
O tempo médio de atendimento ao eleitor foi de 39 segundos em 2008. Esse tempo é contado a partir da digitação do número do título do eleitor por parte do mesário até a confirmação do voto no segundo cargo.

Cola
Para dar maior facilidade ao eleitor no dia da votação, a Justiça Eleitoral incentiva os eleitores a levarem os números de seus candidatos anotados em um papel, a chamada cola eleitoral.

Já está disponível no Portal do TSE a “Colinha”, que o eleitor pode imprimir, preencher os dados de seus candidatos a prefeito e vereador e levar no dia da eleição, para não se esquecer dos números na hora de votar na urna eletrônica.

O eleitor pode obter a “Colinha” clicando no selo Voto Limpo, no alto da página do Portal do TSE, e depois no link “Não se esqueça da cola. É mais fácil de lembrar”.

FATOS DA SEMANA

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco

Mapa Geopolítico do Rio São Francisco
Caracterização do Velho Chico

Vocé é favorável à Transposição do Rio São Francisco?

FN Café NEWS: retrospectiva