Especialistas e entidades de classe vão fazer
pressão no Congresso Nacional contra as mudanças do ensino médio
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Ao anunciar texto de Medida Provisória para reforma do ensino médio, a ser enviado ao Congresso Nacional, o governo Temer provocou indignação entre professores e educadores no País. Foto: AE.
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Com Folha de S. Paulo/Adaptações de texto e imagem FN Café NEWS
BRASÍLIA (DF) - A decisão do governo federal de retirar a
obrigatoriedade das disciplinas de educação física e artes do ensino médio
revoltou especialistas e entidades de classe, que prometem fazer pressão contra
as mudanças.
É o caso do Confef (Conselho Federal de Educação
Física), que promete ir ao Congresso e aos ministérios da Educação, Esporte e
Saúde para derrubar a proposta.
"Acabamos de sair de uma década de eventos
esportivos, onde ficou comprovada a importância da prática de esportes, e
propõem uma medida provisória na contramão disso?", questiona o presidente
da entidade, Jorge Steinhilber.
"Não é uma questão de corporativismo. Todas as
pesquisas confirmam que o exercício físico contribui até para a melhora do
conhecimento cognitivo", afirma ele, que questiona quando os alunos vão
praticar atividade física se o ensino será integral.
Presidente do Conselho Regional de Educação Física de
SP, Nelson Leme da Silva Junior cita o artigo 36 da MP pelo qual "os
currículos devem considerar a formação integral do aluno". "É um
contrassenso."







